terça-feira, 4 de outubro de 2011

Apresentando Penedo

E digo mais, além de tudo que já fora escrito, três ou mais colocações práticas de minha vivência e sentimento a quem insiste em fugir de mim, a vontade intensa que me consome e corrói as falsas intenções é questão de relatividade para com aquilo que mais faz atrair meu tesão.

Quis outras formas de lhe dizer tudo que sempre esteve na ponta de nossa língua, quis outras formas de dedicar meus beijos que não fossem sentindo de cada vez, um a um, seus lábios, sem vontade de parar, quis colocar no papel aquilo tudo que não tenho coragem de lhe dizer sem que ria de mim, sem que deixe brotar de seu rosto o que faz brilhar meus olhos, não tanto quanto os seus... Perdido e mergulhado em minhas próprias palavras, me enxergo muito mais pois é no espelho do passado que encontramos as escolhas que serão feitas no futuro, ou então aquilo que mais desejamos enxergar... estava assim:
Porém escondeu-se a Lua... fato curioso. Talvez
fosse ciúmes de termos aqui no chão, Blenda com mais brilho e beleza... Sorria, Blenda, sorria...

Se sorriu ou não, não sei.

Sorri eu, com certeza.

E me fui, e me vi, e me larguei sem vontade de outra coisa que não fossem outras oportunidades, que carros não fossem carros, fossem camas; que muros em terraços não o fossem, e sim paredes, quiçá quatro apenas a nos cercar e abrigar a libido que escorre, que me molha, que te molha, que me chama, que lhe implora, e põe fim... Quereriam, os deuses do destino, que fins fossem decretados pra que outros fins também pudessem ser incorporados.

Outras Luas, outras estrelas, outras noites...

Duvidam do que digo com tanta força que até mesmo eu começo a acreditar na voz alheia de que sejam mentiras todas as minhas vontades, de que, deveras, não sejas o melhor beijo do evento, que talvez fosse meu peito num ímpeto de exagero a perturbar, incessante, sua paciência até que atendesse meu pedido, até que mostrasse a mim o que mostro a ti, mesmo que palavras não uses, mesmo que tua boca assim me diga nos movimentos ritmados que ditam a inspiração de minhas futilidades... suas futilidades.

Mares e terras passam, relacionamentos passam, vidas e mortes se mostram, e cresce minha vontade, vive em mim para sempre essa minha vontade, essa minha doença, essa mazela que tem teu nome, essa enfermidade que não me prejudica, essa coisa estranha e desconhecida que me mastiga de leve sem vontade de engolir-me, consumindo meu corpo que deveria te pertencer, e se não pertencesse, que pegasse emprestado, que me devolvesse maltrapilho e marcado, rasgado e suado, tatuado com seu nome em qualquer parte dele que te desse desejo em ver suas iniciais..

Sexos e homens lhe pertencerão sem que saibas do que tenho aqui guardado e lhe ofereço desde sempre.

Outras noites, Luas, estrelas.

Você fica.

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